Com esta postagem eu inicio uma série de artigos relacionados com Gestão Empresarial, Tecnologia da Informação e Mobilidade, sempre buscando dar um enfoque objetivo e prático, compartilhando minha vivência e observações sobre o comportamento empresarial, à luz dos meus clientes, fornecedores e parceiros. Espero que gostem!
Bem, já faz algum tempo que os smartphones entraram de vez no cotidiano corporativo, principalmente com o uso de emails, agenda e mensagens instantâneas (SMS). O Blackberry, da canadense RIM, foi pioneiro neste movimento. Depois vieram outros fabricantes como Nokia, Motorola e o estrondoso sucesso da Apple com o iPhone.
Quase ao mesmo tempo os tablets, puxados pelas vendas do iPad, também da Apple, e de modelos equipados com o sistema operacional Android do Google, como o Galaxy Tab da Sansung e o Xoom da Motorola, passaram a ser usados mais e mais pelas pessoas, com todo tipo de aplicativos, tais como: leitores de livros (eBook readers), revistas, dicionários, redes sociais, jogos e também emails, além do acesso à internet pelos seus browsers.
Nos últimos tempos constatamos um outro movimento importante com o surgimento de aplicativos móveis desenvolvidos para o uso nas organizações. Inicialmente projetados para os smartphones, eles já migraram ou estão migrando também para os tablets. Funções que acessam o sistema de gestão corporativo ERP para aprovações de transações, como por exemplo: compras, pagamentos, aumento de crédito de clientes, transferência de valores e viagens, são cada vez mais comum, propiciando rapidez e simplicidade na operação. O gestor responsável pela aprovação abre o aplicativo em seu smartphone ou tablet, visualiza uma lista com todas as aprovações pendentes, com um toque explora os detalhes da aprovação, e com mais um toque aprova ou reprova, enviando para o próximo passo do processo, tudo isso a qualquer hora e em qualquer lugar. É, literalmente, ter o ERP na palma da mão. Gestores de venda com captação e controle dos pedidos, monitoramento das entregas e CRM (Customer Relationship Management) também são bons exemplos de aplicações corporativas que estão migrando para plataformas móveis.
Já na alta gestão, temos o uso cada vais mais frequente desses gadgets para obter as informações oriundas dos sistemas de Business Intelligence – BI. Acesso aos indicadores de desempenho da empresa, assim como a análise dos resultados, passaram a ser tarefas bem mais simples se comparadas com as abordagens tradicionais.
Os aplicativos móveis em uso ou ainda em fase de construção estão sendo desenvolvidos por integradores, seja por encomenda das empresas, seja para uso comercial de aplicabilidade mais abragente, e também pelos próprios fabricantes dos sistemas corporativos de ERP, CRM e BI, como extensão natural dos seus produtos.
Os aplicativos móveis em uso ou ainda em fase de construção estão sendo desenvolvidos por integradores, seja por encomenda das empresas, seja para uso comercial de aplicabilidade mais abragente, e também pelos próprios fabricantes dos sistemas corporativos de ERP, CRM e BI, como extensão natural dos seus produtos.
Soluções já consolidadas de videoconferência também estão migrando para as plataformas móveis, levando flexibilidade e facilidade na comunicação entre unidades de negócio, matriz, filiais, clientes, fornecedores e parceiros.
Segundo as previsões do Gartner, a mobilidade será a quarta maior prioridade tecnológica dos gestores de TI na América Latina em 2012. No Brasil, o cenário também se mostra favorável, principalmente pelo fato das empresas estarem mais conscientes de que o conceito de mobilidade corporativa vai muito além do envio e recebimento de e-mails.
Segundo as previsões do Gartner, a mobilidade será a quarta maior prioridade tecnológica dos gestores de TI na América Latina em 2012. No Brasil, o cenário também se mostra favorável, principalmente pelo fato das empresas estarem mais conscientes de que o conceito de mobilidade corporativa vai muito além do envio e recebimento de e-mails.
Junto com estas tecnologias estão surgindo novas formas de se fazer negócios e de se relacionar com as cadeias produtivas nas quais as empresas estão inseridas. Um exemplo que destaco é o Field Agent, lançado há quase um ano nos EUA e em fase de expansão internacional, que propõe “jobs” de captura de informações de campo, remunerando os agentes e entregando serviços de informação e marketing para empresas de consumo e varejo. Nos EUA, conseguiram recrutar cerca de 60 mil agentes independentes com seus iPhones, remunerando alguns dólares por “job” executado. É, sem dúvida, um jeito inovador para monitorar preços da concorrência espalhados pelos 50 estados americanos, assim como o posicionamento em gôndolas, só para dar uma idéia. A proposta vai muito além, basta imaginar o que se pode fazer com uma rede assim.
Do ponto de vista na gestão de TI, a enxurrada de novos modelos de gadgets e múltiplos sistemas operacionais está provocando o surgimento de um parque híbrido de dispositivos nas organizações, trazendo um enorme desafio para os gestores, aumentando ainda mais a preocupação com a segurança e com o controle do uso e consumo de banda 3G. A velocidade com que as plataformas móveis se desenvolvem abre um enorme espectro de opções para as empresas que pretendem incluir mobilidade em suas práticas, mas é válido ressaltar que o dispositivo móvel também é um recurso corporativo e que precisa ser utilizado respeitando as políticas internas, incluindo - repito - as de segurança. “Os smartphones e tablets são uma fonte abrangente de informações, aplicativos e comércio, mas hoje também cada vez mais alvo de ameaças”, explicou Mark Bauhaus, vice-presidente executivo da Juniper Networks, que recentemente publicou um estudo realizado junto aos usuários corporativos. Este mesmo estudo revelou que as organizações continuarão a investir cada vez mais em aplicações móveis nos próximos anos.
Em resumo, estamos vendo somente a ponta do iceberg de como a mobilidade, aplicativos e tablets revolucionarão o mundo corporativo, fragmentarão as cadeias de valor e quebrarão muitos paradigmas sobre os atuais modos de se fazer negócio.
Em resumo, estamos vendo somente a ponta do iceberg de como a mobilidade, aplicativos e tablets revolucionarão o mundo corporativo, fragmentarão as cadeias de valor e quebrarão muitos paradigmas sobre os atuais modos de se fazer negócio.

Nenhum comentário:
Postar um comentário